quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Eu fiz o Brasil chorar"



O título da autobiografia de Paolo Rossi, lançada em 2002, revela como aquele jogo foi decisivo para sua vida. Aqui, um trecho livremente traduzido:

Em 1989, voltei ao Brasil para participar da segunda edição da Copa Pelé, uma espécie de Copa Master para jogadores acima dos 34 anos. Eu tinha ido para lá com a mentalidade de turista, mas me vi jogando num estádio com 35 mil pessoas olhando diretamente para mim: Paolo Rossi, carrasco do Brasil. Eu não podia chegar perto da linha lateral pois chovia de tudo sobre mim: cascas de banana, amendoim, até mesmo moedas. No final do primeiro tempo, decidi não retornar a campo e o clima ficou mais calmo nas arquibancadas. Um dia, um motorista de táxi me reconheceu, encostou o carro e pediu que eu saísse. Tive que argumentar por um tempo até que ele mudasse de ideia e me levasse de volta ao hotel.  Foi assim que compreendi o quanto eu permanecia um pesadelo para os brasileiros. Aqueles três gols  haviam feito um povo inteiro chorar e não haviam sido esquecidos. Talvez nunca sejam.





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