terça-feira, 4 de junho de 2013

Elieser Cesar e o homem que "matou" o mocinho


O Brasil de luto enquanto "Hair" era exibido no cinema

Após Itália 3x2 Brasil, na Copa do Mundo de 1982, a mais dramática partida de futebol que assisti até hoje, fui ao cinema, praticamente sozinho numa cidade atônita, recolhida e vazia. Descabelado pela desclassificação inesperada da seleção canarinho, assisti ao filme Hair, no Cine Rio Vermelho, na tentativa de desanuviar o fosso enorme da derrota improvável. Aquela desclassificação inesperada não deixou de representar um “fantasma” que nos acompanhou por muitos anos e a que, três décadas depois, procuramos exorcizar, definitivamente, na coletânea de contos 82. Hoje, escalado para participar do livro – oxalá, um gol de letra  parti logo para os aquecimentos, selecionando alguns temas. Porém, o que vingou caiu de pára-quedas, por assim dizer, ao assistir uma reportagem na televisão sobre os 30 anos da derrota para a Itália. Já veio fácil (por isso não foi muito difícil escrevê-la) com seu personagem real, épico e fatal, dois nomes inesquecíveis: Paolo Rossi. Foi como ver um faroeste em que o mocinho – a inesquecível Seleção Brasileira de 82 – morre no duelo final. 


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