quarta-feira, 12 de junho de 2013

O silêncio e o trauma de Dênisson




Eu sou do tipo que esquece calando. Daí, minha resistência ao convite para participar do livro que fala de um trauma da minha pré-adolescência. Posso afirmar com toda segurança que, exceto mortes de familiares e de bichos que tanto amei e amo, a Copa de 82 foi o maior trauma que sofri na vida. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas do espírito humano alcançadas pelo povo italiano, sobretudo no campo das artes, não consigo olhar para aquela camisa azul sem sentir rancor, aversão. Paolo Rossi pra mim sempre será um inimigo público. A Copa de 82 é uma ferida aberta. 


Foto: BBC Brasil

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