terça-feira, 2 de julho de 2013

A barganha impossível de Tom Correia



Só acreditei que o jogo tinha acabado quando vi Júnior sair de campo, correndo pros vestiários. Eu não conseguia controlar o choro, enquanto minha mãe dizia que era apenas um jogo, tentando me acalmar. O pai, apático, era uma testemunha incrédula ao ver diante de si outro pesadelo igual ao de 1950. No dia seguinte, cabisbaixo e perdido, me sentei na porta de casa acariciando o meu cachorro da época. A rua estava de luto e voltei a me deitar no escuro do meu quarto. Escrever Rebote foi uma forma de viver uma fantasia, um meio lúdico e fugaz de transformar o passado. Sem a derrota não haveria o livro e participar de "82" é uma honra. Mas eu trocaria qualquer publicação pelo gol de empate, pelo título. 



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